Quem já terminou um treino ou uma prova com aquela ardência incômoda nos pés provavelmente já encontrou uma bolha pelo caminho. Apesar de parecer um problema simples, ela pode atrapalhar bastante o desempenho e até tornar os próximos quilômetros desconfortáveis.
Mas, afinal, por que as bolhas aparecem?
Durante a corrida, os pés estão em movimento constante dentro do tênis. A cada passada, existe um pequeno contato entre a pele, a meia e o calçado. Quando esse atrito se repete muitas vezes, principalmente em uma corrida longa, a pele pode sofrer irritações e pequenas lesões.
Como resposta, o corpo acumula líquido entre as camadas da pele, formando a bolha. É uma espécie de proteção natural para a região que sofreu com o atrito.
Não é apenas o movimento que influencia. Pés muito suados ou úmidos também podem ficar mais suscetíveis ao atrito.
Por isso, a escolha da meia faz diferença. Modelos adequados para corrida ajudam a controlar a umidade e podem diminuir o contato excessivo da pele com o tecido.
Estrear um tênis em uma prova longa pode parecer uma boa ideia, mas é justamente nessas situações que as bolhas podem aparecer.
Um calçado novo ainda não foi testado o suficiente para que o atleta saiba como ele se comportará durante vários quilômetros. Pequenos pontos de pressão ou áreas de atrito que passam despercebidos em um treino curto podem se transformar em um grande incômodo durante uma prova.
Por isso, o ideal é utilizar o tênis em alguns treinos antes de levá-lo para uma corrida.
Não existe uma forma de garantir que elas nunca vão aparecer, mas alguns cuidados podem reduzir bastante as chances:
No fim, pequenos detalhes podem fazer uma grande diferença. Afinal, quando o objetivo é correr alguns quilômetros, ninguém quer que uma bolha seja responsável por transformar uma boa prova em uma experiência desconfortável.
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